Meia Lótus, 2017/ 2018.

O trabalho surge da prática de meditação. Faço um exercício de mensurar minha capacidade de realizar a prática de meditação em cima de cada folha na posição chamada de “meia lótus” (com apenas uma das solas dos pés viradas para cima). Há uma progressão do tempo em cima de cada folha, começando por 1 minuto, depois 5 minutos, depois 10 minutos, depois 15 minutos,assim progressivamente até o limite de 70 minutos. Esse limite foi colocado a partir da própria prática do meu corpo com relação ao material. Na tentativa de meditar, o meu corpo exerce uma mínima força contra as folhas e vice versa, até o momento que o papel se rompeu por completo. Durante toda a prática, há um embate entre a matéria corpo e a matéria papel mediado pelo exercício da meditação. Assim, o que resta é o refugo dessa experiência que passou, que passa e sempre vai passar.